SILENCIOSOS|Francisco Settineri|BRASIL

por Patricio Sarmiento Reinoso

“O teu silêncio é grito abafado

Na triste espera que me fez ausente.

Nem exércitos, nem lutas de amor noturnas,

Entre abraços. Nem flores, nem gritos,

Nem gemidos, entre lençóis.

Distantes, vencidos, apenas.

Sangras, eu sangro.

Onde a ferida, o desalento?

Amiga, o sofrimento é termos ido,

Sem sequer termos iniciado.

Tudo se perde, sem memória.

Inúteis apelos na partida, em voz mansa.

Amor um dia cansa – termos sido! -,

Sem nunca termos começado.

Agora que a dor caminha para o esquecido,

Imagino o que teríamos tido,

Lado a lado.

O que não foi, à espera de outra recusa,

Nunca se dá por terminado.

A espera de si mesma abusa,

Meu silêncio é grito, desesperado.

BRASIL ©Francisco Settineri

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